Monday, August 25, 2008

Vazio

Sinto uma vaga amargura...
... Porque amargo sou eu.
Não sempre, mas muitas vezes.
E agora aqui, olhando para um papel, lembro-me de ti.
Queria escrever coisas belas mas perco-me algures num canto obscuro... Da mente sombria que criei para mim.
Não consigo ser o que esperas de mim.
Não sou o que imaginei que seria...
E há um vazio na minha mente, quando ideias deviam livremente fluir... para falarem de ti.
Enchendo de música a minha consciência, tenho a vaga noção de versos que me dizem algo... palavras que a ti associo...
Mas nada em concreto aparece... e o teu rosto dispersa-se pela minha memória.
Ainda assim...
Não te sinto como um rosto... A mim, talvez sentirás.
Buscando no coração o que a mente não encontra, é o silêncio que me abraça naquele seu manto de escuridão, que tão singularmente concilia a mais pura das calmas...
Com a mais dura das fúrias...
Devia procurar no espírito... a alma tem respostas.
lembro-me de ti nas horas solitárias, são sempre lágrimas nos olhos... e vazios em tudo o resto...

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